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quinta-feira, agosto 31, 2006

Comentário ao comentário do comentário

Um comentário é apenas isso, um comentário. Comentar comentários pode ser coisa necessária quando há esclarecimentos importantes que devam ser feitos. Comentar um comentário de um comentário já me parece coisa patológica.

Surge assim este texto que, para não ser patológico teve de ganhar vida própria, na sequência de um comentário feito por mim no Jardim do Arraial. E eu que raramente comento...

Embora não saibam qual é o valor de um SG Gigante numa prisão portuguesa, para o AlcaideTorrejano cuja música favorita é "Grândola Vila Morena", para o FoxGlove que ainda não percebeu que a História existe no tempo e deve ser lida com os dois olhos e, finalmente, para o Peduke, jovem com futuro se acertar nas leituras e nos amigos, um abraço fraterno deste vosso camarada e alguns esclarecimentos rápidos porque há mais vida imperfeita para além da Festa do Avante e dos filmes de Hollywood.

Quem conhece o ambiente prisional sabe que muito poucos daqueles Homens (dizem que) são culpados do crime que os acusam. Nas suas palavras foi um acidente, foi para dar comer aos filhos que muitas vezes não têm, ou para ajudar um amigo. O caso mais interessante que conheço é o de um jovem angolano, estudante universitário na nossa faculdade de letras, que decidiu assaltar um banco "apenas" para obter fundos que permitissem a organização de uma revolução em Angola. Só teve muito mais azar que o camarada Tengarrinha.

Sabemos que grande parte dos reclusos estão detidos por tráfico de drogas mas também há os violadores, os assassinos, os ladrões e outros relativamente piores. Todos cometeram um ou mais actos considerados crime e, como foram apanhados, ficaram privados do seu direito à liberdade e portanto, à vida.
Como alternativa aos erros da justiça popular temos Estabelecimentos Prisionais (EP) onde se procura, e bem, a reabilitação do Homem que cometeu delito. Repito, procura-se a reabilitação.

Sabemos que os reclusos consumidores de drogas não foram presos por consumo mas antes por tráfico ou por furto, por qualquer delito quase sempre relacionado com a forma mais ou menos violenta de arranjar dinheiro para comprar droga.

Existe droga nas prisões? Claro que sim! Há droga, consome-se droga, negoceia-se droga! Também há homicídios e outros "acontecimentos" relativamente piores.
Tudo num EP é estranhamente relativo mas pactuamos com os homicídios? Por enquanto não!
Então porque vamos pactuar (discretamente) com o consumo de droga que tem na sua origem o crime de tráfico?

Pactuando com o consumo pactuamos com o tráfico, ou não?
E quem ganha com o tráfico?
Um ou dois reclusos?
Os guardas?
O director do EP?
O ministro?
Eu?
Quem?

E que dizer da reabilitação, essa bandeira ...

Depois de três anos a trocar seringas no EPL, na sua primeira precária, a primeira coisa que o Tó Costa vai fazer é roubar a carteira à primeira velhinha que passar na Rua Castilho, para comprar a dose.
Vai ele dizer quando for entrevistado pela SIC - Canal Governo, que ninguém lhe deu hipótese dele se curar que até é tóxicodependente e aquilo lá dentro é uma ganda loucura e é só droga e prontos um gajo é apanhado e leva porrada dos guardas e eu até sou boa pessoa e prontos, a culpa é do sistema porque eu nunca fiz mal a ninguém...

Portanto, "camaradas", não é uma questão de ser de direita ou de esquerda nem sequer é uma questão de saúde pública. Se fosse essa a ideia, o governo resolveria primeiro o problema da promiscuidade a que estão sujeitos os reclusos devido à sobrelotação dos EP? Ou os camaradas não estão a par desse "pequeno" problema?
O problema fundamental está na dignificação da vida e na hipótese (perdida) de reabilitação! Consumir o tempo de reclusão consumindo drogas com seringas limpas parece-me pior que a obrigação de reabilitação, essa sim assistida. Tempo é uma coisa que não falta à maioria dos reclusos e reabilitar (salvar) um é sempre melhor que deixar dois consumir em segurança... pode é ser mais caro e não ter impacto mediático junto de algum povo pouco dado a coisas da moral e da ética.

Viva o Estado Laico!
Viva a Democracia!
Viva a Liberdade!
25 de Abril, sempre! (e que eu veja!)