Percebo agora que a minha mãe me obrigasse a comer pescada cozida mesmo quando eu dizia que não queria pescada cozida! É claro que é preciso ter cuidado quando se diz que não se gosta de uma coisa cortada em postas e posta num prato à nossa frente! Caramba, pá, há coisas que não se dizem, pá!
Segundo o DN, o Presidente da República reagiu ontem às palavras de Alberto João Jardim - que disse não querer chineses na Madeira -, afirmando que "em caso algum podemos ter em Portugal algo que possa ser interpretado como racista ou xenófobo". Jorge Sampaio não quis pronunciar-se sobre "a forma usada e o conteúdo efectivo" das palavras do líder madeirense - por não querer "entrar em polémicas com os governantes regionais" -, mas sublinhou ter "visto e ouvido com atenção" as palavras de Jardim. E defendeu que é necessário "ter muito cuidado" para que declarações feitas em público "não possam ser vistas como declarações que tenham a ver com racismo ou xenofobia".
Não tenho nada contra os chineses. Pelo contrário! Toda a cultura dos orientes me fascina mas faço aqui umas perguntas para que alguém, mais informado que eu, responda:
Quantos chineses vivem actualmente em Portugal?
Se vivem, vivem de quê?
Quanto é que pagam de IRS, IRC, IVA, IA, ISU, PUM, XPTO, etc?
Quantos nascem?
Quantos ficam doentes ?
E quantos morrem em Portugal?
Mas o problema não são os Chineses! O problema são os Portugueses, principalmente os burros votantes e os opinativos. Ouvi uma senhora, daquelas "cumentadeiras" da "rádiotélevisão", dizer que não é admissível numa democracia um conselheiro de estado dizer uma coisa que está contra aquilo que pensa – ou diz que pensa – o sr. presidente desta república. Tal afirmação só me leva a concluir que ser conselheiro de estado, nesta democracia, é estar de acordo com o sr. presidente desta república. Implicará esse facto que os conselheiros de estado desta república vão lá apenas para... comer! Naaa... não acredito... eles sabem tantas coisas!